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2 de junho de 2010

She got a halo

Lady Gaga conseguiu, sozinha, trazer de volta aquela atmosfera quase mítica dos videoclipes da era Jackson, localizados num limbo entre a música e o cinema. Telephone selou de vez sua supremacia. E Alejandro, em tempos de estourar no mundo, já causa um frenesi absurdo com a divulgação do teaser: em 12 horas foram mais de 120.000 acessos. Tinha gente apostando num clima de romance, touradas e castanholas. Mas estava claro que a Gaga não ia fazer repeteco de "La Isla Bonita" nem de "Take a Bow" tampouco. Diria que a coisa está mais para uma marcha de romeiros fetichistas no fervor de alcançar uma graça. E a graça alcançada, sabemos, trata-se dela: a Gaga sacrossanta distribuindo benção a seus (monsters) fiéis. E, bem, interpretações para isto é o que não irá faltar.




por Eduardo Aguiar

30 de maio de 2010

Vídeo da Semana

O trio londrino The XX lançou a um tempo atrás um vídeo incrível. "Islands" repete, repete e repete sua coreografia, te deixando confuso, inserido e isolado no universo (criado) que sem você notar, é outro completamente diferente do que você conheceu nos primeiros segundos depois do “play”. Em pequenos detalhes, "Islands" faz a diferença e conta uma história de um modo simples, mas que exige um pouco mais do espectador!


sugestão via @felipecafe


29 de maio de 2010

28 de maio de 2010

Quem não tem ankle calça com socks

Minha memória é fail para tudo. Mas se tem uma coisa que gruda no meu cérebro melhor que qualquer outra coisa, é uma imagem de moda. Posso esquecer nome de um estilista, o ano de uma coleção, mas a imagem não. E aliás lembro de uma, em especial, que vi numa Vogue de 2007(?): uma modelo saltitante usando ankle boots verdes e envernizadas. Era o início de tudo. Na época achei estranhíssimo aquele projeto de bota, decapitada na altura do tornozelo. Pra mim lindo, sexy e powerful era o cano alto, emborrachado e com zíper na parte de tras (sim, alicia stone como batgirl).

Três anos depois e, demorou, as ankles expandiram seu império para além do luxo em lojas de departamentos e falsificadoras de plantão. Sei, isto é sinal que a moda pegou com força e a todo vapor.


Pois é, mas isso faz tres anos ou até mais. Não quero falar de ankle boots. Atualmente minha nova admiração é milhares de vezes mais economica que a quantia que você, caríssima leitora, irá gastar naquela ankle boot desgraçada de tão irresistível. A nova moda permanece ankle, sobe pouco mais acima do tornozelo. O nome é ankle socks. Para nacionalistas exarcebados e orfãos de cursinho de inglês, são as meias tornozelo.

A grande sacada da nova onda é que você que está aí, nas portas do inverno, não vai precisar usar esta lâmina assassina de bolsos que se chama mastercard em botas caríssimas, nem em ankles tampouco. Sabe a sandália do verão? Aquela com umas tiras? Então. É só usá-las com meias por baixo. Pode ser as grossas ou finas, é só colocar o nariz pra fora da janela e medir a temperatura. Mas, claro, todo cuidado é pouco porque pra ficar fantasiada aqui é fácil. Se acertar, todavia, que maravilha: vai se destacar entre as anklemaniacas todas iguaizinhas e vai gastar quase nada.

Isso sim, acho, é que é o fashion da vez.



por Eduardo Aguiar

22 de maio de 2010

Vídeo da Semana

Se você ainda não conhece a dupla francesa JAMAICA, está na hora de conhecer. Esse projeto tem seu álbum produzido por Xavier de Rosney (Justice) e Peter J. Franco, ex engenheiro de som do Daft Punk. Além dos produtores, eles ainda tiveram seu primeiro videoclipe dirigido por Do Me, o mesmo de D.A.N.C.E do Justice. O disco “The Rise and the Fall of Jamaica” já foi descrito como “uma obsessão para os grunges ou um sonho alucinante para os rockers”. E aí? Promete ou não?

Ahhh, o vídeo da semana é I think I Like U2 , de quem? JAMAICA.





Por Diogo Marinho

Eme Ai Ay

M.I.A está na fase de divulgação de seu novo disco, o complicado de ler, "/ \ / \ / \ Y / \" . Semana passada ela liberou o próximo single em seu site. Trata-se da dançante XXXO, bem diferente da ótima e polêmica faixa Born Free... Depois dessa, eu realmente não sei o que esperar desse novo album, por enquanto vou dar o play e ouvir de novo!



Update: "/ \ / \ / \ Y / \" faz menção a grafia do nome de MAYA.


Por Diogo Marinho

Cá entre homens

O ano era 1956. Metido em estudos do vestuário masculino, Flávio de Carvalho cria o chamado New Look, aludindo ao new look Dior. O novo traje adequava-se ao homem cujo habitat natural conseguia alcançar fácil os 40 graus ao meio dia (hoje, claro, isso acontece às oito).

O new look era, na realidade, o projeto de uma saia masculina acompanhada de blusa com mangas bufantes, tecida em nylon cristalizado de lavagem e secagem rápidas. Eram cortes e características muito específicos resultantes da necessidade de Flávio de libertar o homem daquele empacotamento torturante das calças e colarinhos. Seu objetivo maior: favorecer a ventilação. Tudo escrito e registrado no croqui original (clique para ampliar):
Existe uma pretensão meio Coco Chanel em Flávio de Carvalho. O artista paulista que não se sabe bem se era arquiteto, estilista, engenheiro, teatrólogo, é parte relevante desta breve e mal sucedida história das saias masculinas. E falo de Chanel porque se ela foi visionária ao ponto de inserir as calças na lista de compras femininas, ele, o Flávio, o foi ao fazer a saia masculina parecer um item tão fundamental quanto o par de sapatos deste guarda roupa. E isso trinta anos antes, vale dizer, de Gaultier enfileirar seus meninos numa passarela vestindo saias franzidas ou até bem dramáticas como nessa imagem da época:


2010. As passarelas presenciam uma bem vinda invasão de saias nas coleções masculinas mundo afora. E não só as passarelas, mas também as ruas (ufa!) começam a capturar cuecas, e não calcinhas, ventilando-se por baixo dos panos. Vejo, no entanto, que tudo é ainda um burburinho sem grandes proporções. Uma proposta mais acadêmica, digamos assim, do que uma grande tendencia a ser seguida. Mas me anima o fato de que se eu quiser usar saias, isso não vai soar tão extraterrestre da minha parte. No máximo, fashionismo demais.

E fashionismo, bom, essa é a intenção. rsrs



por Eduardo Aguiar